Esta semana tive a oportunidade de assistir a uma apresentação de Philippe Vandeput, Managing Director da UCB Pharma, uma empresa com operações em mais de 40 países. O tema central foi seus desafios à frente de uma reestruturação que exigiu a demissão de 60% dos colaboradores de uma unidade de negócio. Em um certo momento, ele fez uma analogia interessante: sua convicção é de podemos trocar “Patek Philippe” (uma marca de relógios de luxo) na frase abaixo por “equipe”:
You never actually own a Patek Philippe. You merely look after it for the next generation. (slogan promocional da empresa)
A mensagem é de que a equipe não “pertence” ao líder; o papel deste é cuidar dela e desenvolvê-la para que ela esteja pronta quando um novo desafio (ou líder) chegar. Assim, líderes que “usam” “suas” equipes para atingir objetivos pessoais estariam cometendo um erro seríssimo, e não merecem a posição que ocupam.
Agora vamos checar a realidade: quantos líderes você conhece que estão fazendo o que Philippe apontou? Quantos estão fazendo o oposto? Quais são os impactos, para as pessoas e para as empresas, desta situação? Em qual lado você está? O que você pode fazer a respeito?
