Onde invisto?
O Wall Street Journal publicou uma matéria na qual discute o que cada faixa etária deveria fazer em relação ao portfolio que garantirá sua aposentadoria, frente às perdas provocadas pela crise financeira (Do You Have Time to Get Back in the Black? ).
O que pode parecer um tópico bem específico é na verdade algo muito mais geral, pois tem a ver com a nossa decisão de alocação de portfolio. Ou seja, nossa decisão de onde vamos investir nosso dinheiro, olhando todo o conjunto dos nossos investimentos.
Tornaram-se comuns aquelas calculadoras da sua preferência por risco (acredito que todo banco deve ter uma hoje em dia…). O mesmo vale para sugestões de portfolio, também bastante comuns no material disponibilizado pelos bancos. O fato é que estas “recomendações” perdem uma variável fundamental que é o centro da atenção do artigo que citei: nossas decisões de investimentos tem que considerar não apenas nosso apetite por risco, mas também o objetivo do investimento, o nosso portfolio atual e o momento de vida em que estamos. Ou seja, o melhor investimento para você é aquele que está coerente com estes fatores.
Por exemplo, alguém próximo da aposentadoria deve evitar uma exposição exagerada a ativos de risco, não importa quão grande seja seu apetite por risco. Um jovem, ao contrário, deve considerar estes ativos, pois poderão aumentar muito seu patrimônio no longo prazo. A previsão de um gasto importante próximo deve orientar a decisão, possivelmente para ativos de menor risco e maior liquidez (disponibilidade).
E o que podemos fazer? Consolide seus investimentos e analise como estão distribuídos. Existe alguma concentração? Você se sente confortável com o risco de seus investimentos? Você considerou os seus planos quando fez estes investimentos? Aproveite para rever políticas de investimento e taxas de administração cobradas.